Blaise Cendrars

La Chaux-de-Fonds, Suíça
1887–1961

 Blaise Cendrars, 1954 / Imagem AFP - Agence France-Presse  Site RTS - La Radio Télévision Suisse

Blaise Cendrars, 1954 / Imagem AFP - Agence France-Presse
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Adoro esta cidade/São Paulo combina com meu coração/Nada aqui de tradição/Nenhum preconceito/Antigo ou moderno.

(do poema “São Paulo”)

Amigo do poeta Apollinaire, de pintores como Chagall, Modigliani e Léger, de Stravinski, Ernest Hemingway, John Dos Passos e Henry Miller, o poeta e escritor Blaise Cendrars incluía modernistas brasileiros em sua estrelada lista de amigos.

No início do século 20, era um agitador cul­tural que fazia sucesso entre a vanguarda que frequentava Montparnasse, em Paris. A convi­te do mecenas Paulo Prado, ele veio ao Brasil, em 1924, sob o lema “viver faz bem”. Voltou duas vezes, em 1926 e 1928.

Tornou-se amigo dos poetas Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, e dos pintores Cícero Dias, Lasar Segall e Tarsila do Amaral, a quem ele chamava de “a mais bela paulista do mundo”. Tarsila, por sua vez, dizia: “Blaise Cendrars, com toda sua incontestada grandeza, é o rapaz mais simples do mundo”.

Blaise Cendrars era o pseudônimo de Frédéric-Louis Sauser, que nasceu em Neuchâtel, na Suíça. Morou em vários países e o gosto pelas viagens e mudanças constantes marcam sua obra.

Durante a Primeira Guerra, alistou-se na Legião Estrangeira e perdeu o braço direito. Em 1925, passou a escrever unicamente prosa.

O Brasil entranhou-se em sua obra. Na dedicatória do exemplar do romance “Ouro”, que deu a Paulo Prado, escreveu: “Este livro, que eu jamais teria escrito sem ele”.

 Joaquim de Sousa Queirós, Marinette Prado (sra. Paulo Prado) e Blaise Cendrars no Copacabana Palace, 1926 Acervo particular

Joaquim de Sousa Queirós, Marinette Prado (sra. Paulo Prado) e Blaise Cendrars no Copacabana Palace, 1926
Acervo particular