Claudia Andujar

Neuchâtel, Suíça
1931

 Claudia Andujar, 2015 / Imagem por Wanezza Soares Site Revista Carta Capital

Claudia Andujar, 2015 / Imagem por Wanezza Soares
Site Revista Carta Capital

“Minha família são os Yanomami.” Desde os anos 70, Claudia Andujar ajusta suas lentes para captar o espírito desse povo enquanto luta pela preservação de sua cultura. Fotos suas estão no Museu de Arte Moderna de Nova York, na Fundação Cartier de Arte Contemporânea em Paris, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no pavilhão dedicado à sua obra, no Instituto Inhotim, em Brumadinho/MG.

“Meu envolvimento com os povos minoritários tem suas raízes dentro de minha própria história”, explica. “Provavelmente, tem muito a ver com o fato de eu ter perdido toda a família do lado do meu pai na Segunda Guerra, durante a perseguição dos judeus na Hungria.”

Em 1978, ela foi cofundadora da Comissão pela Criação do Parque Yanomami (CCPY). Os índios saíram vitoriosos: suas terras foram demarcadas em 1993. “Valeu a vida por causa desse trabalho.”

Claudia era uma pintora talentosa que chamou a atenção de Pietro Maria Bardi quando chegou ao Brasil, em 1955. Deixou os pincéis porque a fotografia era uma forma de conversar com as pessoas, com os índios, de tentar entender sua cultura. Em 1971, abandonou o fotojornalismo e começou um trabalho autoral com os Yanomami.

 Claudia Andujar no dia a dia dos Yanomami em Roraima, 1976 / Imagem por Carlo Zacquini Acervo pessoal Claudia Andujar

Claudia Andujar no dia a dia dos Yanomami em Roraima, 1976 / Imagem por Carlo Zacquini
Acervo pessoal Claudia Andujar