Oswaldo Goeldi

Rio de Janeiro, Brasil
1895–1961

 Oswaldo Goeldi em seu ateliê, no Rio de Janeiro, década de 1940 Imagem revistacontemporartes.blogspot.com.br

Oswaldo Goeldi em seu ateliê, no Rio de Janeiro, década de 1940
Imagem revistacontemporartes.blogspot.com.br

Filho do cientista Emílio Goeldi, o artista plástico viveu dos 6 aos 24 anos na Suíça. Oswaldo Goeldi estudou na Politécnica de Zurique e, logo após a morte do pai, abandonou a Engenharia. Matriculou-se, em 1917, no Liceu de Artes e Ofícios de Genebra.

Dois anos depois, quando veio para o Brasil com a família, a paisagem lhe pareceu estranha. Era como se nunca houvesse vivido no país, relata em uma de suas raras entrevistas, dada em 1957 ao poeta Ferreira Gullar.

“Procurei então assimilar as formas que, com a minha ausência, tinham mudado de fisionomia e de expressão... O que me interessava eram os aspectos estranhos do Rio suburbano, do Caju, com postes de luz enterrados até a metade na areia, urubu na rua, móveis na calçada, enfim, coisas que deixariam besta qualquer europeu recém-chegado. Depois descobri os pescadores e toda madrugada ia para o mercado ver o desembarque do peixe e desenhava sem parar.”

Gravador e desenhista, Goeldi foi também professor e, em 1922, passou a trabalhar como ilustrador de revistas, livros e do jornal “A Manhã”, no Rio de Janeiro.

O reconhecimento artístico consolidou-se na década de 1950. Expôs nas bienais de Veneza de 1950, 1952, 1956. Em 1953, ganhou uma sala especial na 2ª Bienal de São Paulo.

Até o fim da vida, manteve uma solitária busca pela expressão: “Cada traço é um pedaço de nervo com a veemência de um coração bárbaro”.

 Xilogravura "A loucura varre as ruas", por Oswaldo Goeldi / Reprodução Pregnolato & Kusuki Acervo particular   

Xilogravura "A loucura varre as ruas", por Oswaldo Goeldi / Reprodução Pregnolato & Kusuki
Acervo particular