Padre Eduardo Summermater

São Nicolas, Suíça
1910-1974

 Padre Eduardo recebe o bispo de Joinville, Dom Gregorio Warmeling, 2016 Imagem ifdellan.fotoblog.uol.com.br

Padre Eduardo recebe o bispo de Joinville, Dom Gregorio Warmeling, 2016
Imagem ifdellan.fotoblog.uol.com.br

Nascido em São Nicolas, no Cantão de Valais, Padre Eduardo Summermater faz parte da história de Taió, cidade do Estado de Santa Catarina onde foi missionário entre os anos de 1946 e 1974.

Escolas, bairros, jardins e ruas de várias cidades da região levam seu nome.

Padre Eduardo, como era conhecido, queria ser missionário na América do Norte mas, durante a II Guerra Mundial, foi mandado para a Áustria, país em que ficou por quatro anos.

Em 1939, embarcou de Gênova, na Itália, para a cidade gaúcha de Marcelino Ramos.

No ano de 1941, chegou à cidade de Nova Breslau, atual Presidente Getúlio/SC, no Alto Vale do Itajaí, antes conhecida como Nova Zurique, em homenagem aos imigrantes suíços.

Pertencente à congregação dos Padres Saletinos, devotos de Nossa Senhora da Salete, Padre Eduardo mudou-se para Ribeirão Grande em 1942, onde construiu o seminário e o caminho da via-sacra.

Em 1945, morou em Rio do Campo, onde também iniciou a construção de um seminário diocesano, contando com a ajuda financeira de parentes e amigos da Suíça.

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Também conhecido como o “Padre Brabo”– dono de uma voz forte, uma vasta barba e sempre de batina preta – o missionário suíço impunha respeito e autoridade.

Poliglota, Padre Eduardo falava com fluência italiano, latim, francês, alemão, inglês, iídiche, o dialeto suíço-alemão e conhecia bem o grego.

No livro do tombo deixou a mensagem: “As coisas mais importantes são o trabalho, o sacrifício, o bom exemplo, o zelo pelas almas e a glória de Deus!”

De 1946 até o fim da vida, assumiu a paróquia de Taió.

Ainda hoje é lembrado pelos sermões e pela postura de líder espiritual e doutrinador.

Foi sepultado em novembro de 1974 no cemitério católico de Taió.